sexta-feira, 31 de julho de 2009

PÉGASO

Por trás de um mito
o mito
há o amor
o nosso amor

Por detrás do rito
de um rito
de amor
o mais puro amor

Há a adoração
minha
e tua
a adoração que sutura

Há a paixão
a voz
tua
a paixão que depura





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Palco da vida

Discernir o que é rico na vida
e o que é fugaz, de pouca paz
É tarefa em que eu fico entretida

Redescobrir o que é mentira
e o que é capaz e satisfaz
É a apresentação que me inspira

Expor no palco desta vida
as experiências e todas vivências
É tarefa um tanto atrevida

Dispor do ferimento e curativo
as conveniências e muitas ciências
É a exposição de meu eu criativo

........

ARGILA

Matéria moldável
da terra sustentável

Também sou instável
por Deus manipulável

Faço-me saudável
em tudo transmutável

Textura agradável
é a argila do insondável



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Dança & Encanto

Aqui viemos pra bailar
neste papel virtual
Com versos a nos embalar
Num lirismo musical

As portas já estão abertas
Valsemos o nosso versar
Com letras e rimas sem normas

Sempre novas descobertas
Brincando com todas as formas
Poetas dançando a sonhar

Palavras voando libertas
Estabelecendo seu reino
Antes do encanto passar

Mulheres se postam espertas
Sorriem sempre e sempre belas
Adocicando seu gentil par

Mãos tocam-se cobertas
Por luvas de fino rendado
Amigos em doce enlevar

Rimas versando despertas
Um novo e rico festejar
Bailando por entre as estrelas

Brotando emoções reais
Nas linhas do poema virtual
É graça que nunca é demais
Em regozijo pleno e total

Celso Mendes e Anorkinda

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terça-feira, 28 de julho de 2009

(cabeça de mulher - Da Vinci- 1476)


A ESTRELA DO GÊNIO

E estava ali
ela...
a inspirar
o doce
enleio...

E ele fitava
ali...
o inspirar
leve
dela...

E a obra
prima
a respirar
o tempo
eterno...

E o gênio
ali...
a respirar
a arte
dela...


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PAZ PROFUNDA

Olhar que vem de dentro
Enternecido no alento
de saber-se vivo

Respirar que transcende
o corpo e a mente
em sentir-se inteiro

Sorriso que vem no tempo
Enriquecido no saciamento
de querer-se sempre bem

Descanso que rescende
o perfume condizente
em estar-se pleno



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CHÃO DE ESTRELAS (ACRÓSTICO)

C aminho por este tapete
H á tanto brilho!
A s luminescências acendem
O lhares de deslumbre!

D elicio os passos
E m compasso cósmico

E smerilho o pensamento
S aciado de encantamento!
T ernos festejares
R eparto com estrelas
E nlouquecidas de magia
L uz e acarinhamento!
A s mais puras letras
S onharam esta poesia!

......

VIAGEM DA ESTRELA ASTRAL

Superando obstáculos da mente
Lá vai a pequenina estrela contente

Ela tinha dúvidas e as jogou fora
Ela tinha medos e os mandou embora

Saltitando com amigos brilhantes
Lá vai a leve estrelinha faiscante

Ela tem uma grande vida pela frente
Ela tem a boa sorte de ser gente

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Totalidade

O branco e o preto
ou o escuro e o claro

O bem e o mal
ou o feio e o bonito

O novo e o velho
ou o jovem e maduro

O feminino e o masculino
ou o macho e a fêmea

O limpo e o sujo
ou o desleixo e o capricho

O alto e o baixo
ou o grande e o pequeno

O forte e o fraco
ou o delicado e o grosseiro

O colorido e o monocromático
ou o cinza e a tonalidade

O fim e o começo
ou o espaço entre tempos

O diferente e o igual
ou a novidade da mistura

O dual e o unitário
ou a solução da totalidade!



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E LÁ VEM D. REDONDILHA

ela vem balançando as ancas
faceira e serelepe
cheia de poesia!

ela derruba as métricas
com bundadas bem dadas
cheia de regozijo!

ela ri às pampas do Rei Soneto
que sentado em regras
assa a virilha!

ela acarinha a criança inocente
que se deleita no poema
e ri de barrigada!

....

BEIJA-FLOR (acróstico)

Beija-me
Enquanto
Insisto nisso
Jóia pequena
Acarinha-me

Faz de mim
Lírica rosa
Original e única
Rainha de teu ardor


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domingo, 26 de julho de 2009

DE VOLTA, O ARCO-ÍRIS

Enxergando mais além,
poder aquariano...
Pude perceber as faíscas
do novo tempo
brilhando em horizonte colorido

Deliciando-me bem,
certeza de um fim de ciclo...
Pude festejar de antemão
um novo tempo
chegando nas asas do Eterno

Respeitando quem
navega na razão...
Posso indicar sem dúvida:
Está aqui o novo tempo!
Compartilhando os dons do coração

Findando também,
a velha e podre energia...
Posso saturar os enigmas
com o novo tempo
revelando os segredos, sem mais mistérios!


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(Glicinia na lua - Josephine Wall)
AMOR



Amor em todos tempos
Amor nas dimensões
O amor que transcende o tempo
O amor que paira entre dimensões

Nas sutis brumas do tempo
O amor faz movimento
Entre forma e dimensão
O amor é sublime sentimento

Tendo a lua dos amantes
Como luminária do tempo
O amor rescende perfumes
Delineando sua eterna dimensão

Amor em vários tempos
Amor de grandes dimensões
O amor que ilude o tempo
O amor que transborda dimensões

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Inventário

Nestes dias maduros
meu diário
escreve meu futuro

Saí de cima dos muros
em hilários
discursos em apuros

Meu prazer puro
é incensário
e jogo nada duro

Caí dos céus escuros
meu inventário
será um acréscimo de juros

Nestes dias, me curo
em libertários
poderes, me depuro

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CORES E FORMAS (acróstico)

Construindo a história de uma vida
Obstáculos tomam formas diversas
Retangulares dormitórios
Esquadrias em quadrado
Sonhos circulares e espirais

Enquanto as cores se combinam

Festejando em ballet festivo
Originais passos das cores
Rosas para os amores
Matizadas de experiências
Amarelados os passados
Suavizando as formas do aprendizado


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Você

é de um passado
já passado
ultrapassado
que tua imagem chegou

é no presente
melhor presente
que se pressente
a inutilidade desta imagem

é agora
aqui e agora
que vais embora
com imagem e completa bagagem

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Um belo amanhecer (acróstico)


Ultrapassei fronteiras tantas
Minhas noites tão densas...

Barricadas de travesseiros
Encobriam a luz da janela
Luminosidade nem sempre
Ocultada ou bem-vinda

Arrefeci sentimentos tantos
Meus solitários deleites...
Almofadas de solidão
Nem sempre satisfaziam
Humores carentes de chamego
Empobreci sofrimentos tantos
Cuidados em noites sepultadas...
Enquanto me entretive em cobertores
Ranzinzas o amanhecer me chamava...

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Lembrança fria

Caminhadas matinais eu fazia ao ir para o colégio.
Saudade do cobertor, do travesseiro, meu parceiro.
Ranzinza, eu andava de cabeça baixa conversando com as árvores do percurso.
Elas estavam transpirando o orvalho sagrado e me ouviam pacientes e sapientes.

Eu lhes perguntava do dia-a-dia, quem por ali havia passado...muito carro? muitos gritos?
Quem percorria aqueles caminhos quando o dia acordava?
Porque eu ali passava às horas mortas, portões cadeados, carros esquentando motores nas garagens, nuvens de vapor saíam de minha boca quente e mau-humorada.

Queria esquecer que minha cama ficara pra trás e o frio do sul me castigava o nariz vermelho e gelado.
Árvores floridas de cor-de-rosa me sorriam, eu lhes devolvia um sorriso gozado. Nem cão latia àquelas horas e o cheiro do frio me segue ainda agora.
Um cheiro úmido de névoa e promessa de sol.

Eu sentia que as coisas simples e silenciosas do mundo, como as pequeninas árvores floridas eram os únicos deuses que existiam e acompanhavam meu caminho pra que eu não chorasse a frustração de um dia.


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DESMIOLADOS (acróstico)

Doidas palavras
Em mentes
Saturadas do pó de
Muitas palavras
Incendiando emoções
Originais e irreais
Lá de dentro de um louco
As novidades duras
Doem no peito das gentes
Odiosas que lhe insistem
Ser apegadas à razão

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Em brancas folhas

Branco
das inspirações
que se vão

Barco
de imensidões
a vagar

Brado
das contestações
que se impõem

Brancas
folhas e escuridões
a latejar

Barcas
pensamentos e senões
que se compõem

Bradas
direitos e admoestações
sem pestanejar

Bordas
fios das emoções
que se dão as mãos


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Palavras de amor (acróstico)

Pelos caminhos do poema
As nuances enlaçadas
Levitam enluaradas
Alcançando imensidões
Versos e orações
Realizam transformações
Adocicadas pelo esquema
Suave de tantos fonemas

Dentro de uma rima rica
Escondem-se os sabores

Amores e dissabores
Momentâneos rumores
Oscilam no fluido da poesia
Ritmada nos corações

......
FELICIDADE (acróstico)

Feito bobo
Ela ensandecida
Leva-me
Imprudente.
Como louco
Incluo risos,
Dedos de prosa,
Abraços apertados...
Doideiras da alegria
Em êxtase sem fim!

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quinta-feira, 23 de julho de 2009



ESPELHO DE CRISTAL

No espelho da poesia
posso ver o que eu quero
Posso refletir o que espero

No devaneio da poesia
posso voar pra onde quero
Posso curtir tudo o que espero

Em espelho de cristal
A poesia encanta e fascina
Traduz o que a alma ensina

Em devaneio tão cristal
A poesia brilha e fascina
Traduz minha alma e me domina

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DIA DE ÍNDIO


Dia de sintonizar
de esclarecer
de compartilhar
o cachimbo sagrado


Dia de canalizar
de florescer
de extravasar
o riso sagrado


Num dia de índio
com o coração
renovei os votos
do caminho sagrado


Num dia de índio
com a emoção
do reencontro
te dei o abraço sagrado


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MEU SONETO


Meus versos se fazem sozinhos
dentro da noite de meus devaneios
Minhas rimas fazem seus ninhos
no sol ofuscante de meus anseios

Por vezes não sei onde chegar
na inspiração que me domina
Por vezes me vejo espantar
com a poesia sem rima

Quando quero sonetar
o verso larga na frente
e galopa num soprar

Quando penso em transbordar
alguma emoção direcionada
a rima foge em ágil debandada

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Do primeiro ao quinto andar

No primeiro andar de meu prédio
vida em construção...
Aprendi a caminhar passo a passo
cambaleando sem noção...

No segundo, muita festa e algum tédio
florescência em botão...
Descobri como flutuar nos beijos
das noites de comemoração...

Terceiro andar feito de experiências
vida em sustentação...
Aprimorei as tendências afloradas
saboreando a maturação...

No quarto andar, inconveniências
ajustes em consideração...
Revigorei alguns botões esquecidos
na insone vastidão...

Quinto andar feito das flores
enfim colhidas com emoção...
Abençoei as etapas dos amores
transmutados em desconstrução...


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Brincando de se esconder
.
As pessoas perdem
muito tempo
tentando se proteger
.
Quase enlouquecem
em confusão
querendo entender
.
Mas sem se abrir
e arriscar
jogando sonhos no ar
.
A vida passa sem rir
e sem marcar
brincando de se esconder
.
...

COLORINDO A ALMA
.
Meu coração, silente, grita de dor
Depois de derramar-se em solo árido
Não suporta mais o peso do desamor
Em vão, tenta livrar-se da poça de pranto
.
Minhas faces descoloriram sem sabor
Pálida e fria caminha a minha alma
Não há mais espaço pra tanta dor
Necessito extirpar tantos traumas
.
Abro minhas feridas que sangram
Rubras gotas expoem meu tormento
Sinto escoar todo meu sofrimento
.
Refeita, sinto que minha tez cora
Dilatam-se as pupilas do prazer
Colore-se minh'alma; meu reviver!
.
Lena Ferreira e Anorkinda


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quarta-feira, 22 de julho de 2009

AQUARIUS EM NÓS

Aquarius é promessa
pro futuro
é gente nascida
olhando pra frente

Aquarius tem pressa
de sair do escuro
é gente parida
em dia quente

Aquarius não cessa
de buscar o puro
é gente positiva
e efervescente

Aquarius é remessa
e jogo duro
é gente criativa
que compartilha o que sente

Anorkinda Aquariana


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Presença lilás

Embevecida pelo claro reflexo
n'água mostrado, perplexo
Entorpeci-me de mim, convexo

Ensandecida num claro delírio
n'alma apaziguado, colírio
Embriaguei-me em mim, martírio

Entretida assim em puro enleio
Não vi tua chegada, esteio
Ignorei-te a cor e o vivo anseio

Enfurecida sem o lilás, suplício
Hoje choro o vazio, desperdício
Abdiquei-te, amor, por puro vício

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Meu curumim estrela

No frio
que enregela
lembro
do cheiro
verde quente
da fogueira
aquecendo
e brilhando
de vida

No olhar
do curumim
lembro
do branco
que congela
esquecendo
e desprezando
o verde.. presente
da vida!


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BORBOLETA DA LUZ (acróstico)

B aloiçando loucamente
O nde há luz
R ealiza lindo e flutuante
B ailado aéreo
O s pólens de luz
L eves, se espalham
E m cada espaço alcançado
T elúricos movimentos
A bençoando um mundo

D e asas transparentes
A zuladas na sabedoria

L eva, borboletinha
U m imenso amor
Z odíaco do Universo

..........




GANGORRAS (acróstico)

G astamos os dias
A doidando a cabeça
N os diários afazeres
G ostamos de complicar
O nde podia facilitar
R oemos unhas e dias
R astreando problemas
A balançar no alto e baixo
S em perceber a tontura que dá!

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terça-feira, 21 de julho de 2009



EU SEI


da luz
que sempre
pisca

da estrela
que nunca
apaga

do amor
que sempre
pulsa

do porto
que nunca
esvazia

da lembrança
que sempre
aquece

do carinho
que nunca
me falta!

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No balanço da vida

tem o balanço
da praça
me embala pra frente e pra trás...

tem o balanço
da mente
me empurra pra frente ou pra trás...

tem o balanço
da vida
me ensina a olhar pra frente e não pra trás!

Neidix(outubro de 2007)

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EXUBERÂNCIA

Fartura de pétalas
tem a natureza
das flores

Exuberância da flor
tem a pureza
das cores

Fragrância da cor
tem a delicadeza
dos odores

Riqueza de perfumes
tem a profundeza
dos amores


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quinta-feira, 16 de julho de 2009


Longe de mim

Por vezes me desencontro e vago
Em trilhas escuras e espinhentas
Me machuco e tropeço e engasgo
Um grito que soluça letras lentas

Sem equilíbrio e sem me achar
Procuro-me mas neste caminho
Errado e sem luz fico sem ar
Na ferida recente, um veneno daninho

Ficar longe de mim, é perigo
É armadilha barulhenta
Burburinho que grita castigo

Encontrar-me é objetivo
É saída que eu, sedenta
Alcanço como curativo

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Dádivas

minérios
em cores
tantas

poderes
em mistérios
tantos

energias
em pedras
tantas

esferas
em magias
tantas

cristais
em mágicas
puras

dádivas
em filosofais
curas


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ALAMEDA (acróstico)

Aos poucos as cores vieram
Lavando a alma através da
Alameda verdejante de
Minha vida errante
Em pouco tempo já era
Dia colorido em mim
Alcancei o objetivo e sorri

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E se eu fosse você?

No mundo dos 'se'
eu me confundo

Se...eu fosse você...
pensaria em mim

Se...eu tivesse você...
chegaria, um dia, o fim

Se...eu conhecesse você...
trocaria os nomes, enfim

Pensando no que não é
eu me desoriento

Se...eu fosse eu mesma...
pensaria em mim

Se...eu me pertencesse...
chegaria, um dia, meu fim

Se...eu me descobrisse...
saberia meu nome, enfim

No meu mundo do 'se'
Sou um ser profundo





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Homem Morcego das trevas

De dentro de seus traumas
Um homem tornou-se lenda.
Uma história, psicológicos dramas
Vividos numa aura de trevas

Com o fascínio dos problemas
Um enredo, milionária renda.
De dentro de subconscientes temas
expectadores e leitores enlevas.

Homem Morcego das trevas
Aflições a apagar
como tantos a se identificar


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segunda-feira, 13 de julho de 2009


VOO DE AQUÁRIO


Vamos percorrer as cores do arco-íris
Eu e meu cavalo alado dos devaneios
Vamos voar sobre os brilhos ríspidos
Das estrelas provocantes dos receios

Vamos nos despedir das tormentas
Eu e meu Pégaso das inspirações
Vamos derrotar os amores insípidos
Das novelas e falsas declarações

Deixaremos impresso na vida
O poder da união total
Entre dois seres apaixonantes

Fugiremos no dia da descida
Da luz, promessa imortal
Estaremos sorrindo nestes instantes


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Uma voz no céu

Delicia-me assim
como um sabor
de luz

Uma voz ecoa
o tom do amor
em mim

Inebria-me enfim
como um doce
sussurrar

Uma voz soa
o dom de amar
sem fim

Sacia-me de ti
como as notas
que ouvi

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Eu não sei

Noite escura
não sei
o que procuras

Defendo-me
não sei
de que fome

As estrelas
não sei
onde estão

Procuro-me
não sei
se é em vão

A noite pura
não sei
o que depura

Convido-te
a não sei
que mote

A estrela
d'alva
veio ver-te

Ensaio-te
a alma
em chama quente


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domingo, 12 de julho de 2009

Visita no jardim

Lindas e coloridas
vocês três sempre
sorriram

Entre as flores
do jardim
perfumado

Vocês três irmãs
serenas e unidas
conversam

Mesmo com saudades
dos abraços
apertados

Em paz e benditas
vocês três ainda
sorriem

(para as irmãs Escada - Gilca, Gilá e Mara)

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Aniversário da Mamy (em memória)




Hoje faço coisas que teu exemplo mostrou
Hoje sou a pessoa que tu sempre desejou


Hoje tu estás mais comigo
Hoje tu sabes mais do mundo


Hoje te conto minhas coisas
Hoje marco o próximo encontro


Hoje eu te agradeço por tudo
Hoje eu te ofereço minha oração


Hoje te quero mais feliz
Hoje eu sou mais feliz


Neide


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quinta-feira, 9 de julho de 2009



LUZ DA VOZ FEMININA

Ah...foi dentro do coração
de uma menina pequenina
que a poesia formatou-se
em luz dourada de emoção

Em lágrimas e intensidade
temperou-se o verso
e a doce voz feminina
jorrou sua sensibilidade

Ah...inspiração abençoada
agradeço por mostrar-nos
em feminilidades expostas
que assim sejamos mais respeitadas!

(poema para Viviane Ramos...)
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Além do horizonte

Recebi flores vindas de um lugar distante
Perfumadas com as cores do horizonte
Tons e fragrâncias deslumbrantes
Originadas nos presentes instantes

Invadiu-me auras de além horizonte
Coloridas pelos timbres da fonte
Luzidia de amanheceres instigantes
Berço de lendas, fadas e gigantes

Nas pétalas multi-cores
suspiros de amores
de diversos sabores

Nas delicadas flores
promessas indolores
de matizes e primores


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Estrelamor


Pulsa
brilho
Pulsa
vida


Amor
brilho
Amor
verso


Pulsa
amor
Pulsa
verso


Amor
Pulsa
Amor
vida


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LIBERDADE DA ALMA

Respirando velhos ventos
Eternos da vida sobrevivida
Ela subjuga os lamentos
Sinceros sem mácula sofrida

Transformando em perdão
Emoções há muito sentidas
Ela abstem-se da solidão
Pueris permissões remidas

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