terça-feira, 30 de dezembro de 2008



ÁLBUNS EMPOEIRADOS

Árvores silenciosas
Limitam os retratos
Baloiçando paradas
Umas histórias de fadas
Nos encantamentos
Silenciadas pelo flash

Empoeirados álbuns
Mesclando tempo e
Poeira nos instantes
Onde captaram
Espelhos de almas
Imagens desgastadas
Risos congelados
Adocicados momentos
Definidos em emoção
Os retratos foscos
Subtraem mundos

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Pela praia

Caminhas pela praia
Distraído em teu
pôr-de-sol

Devaneias pela brisa
Sentindo teu
amor pelo sol

Delicias com a promessa
Afagada no último
raio de sol

Silencias no sorriso
Buscando o alívio
Deixado pelo sol

Cantas num murmúrio
Prazer de ser
teu próprio sol!

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O SILÊNCIO DO BATERISTA

Dentre tantos sons de palavras ditas
O ruído metálico dos pratos
Em baterias dispostas em boatos
Teu silêncio fala mais do que meditas

Entre os acordes de melodias benditas
O vazio da emoção contida
Em ecos surdos, me põe abatida
Como presa que sabes e que fitas

Pressupões em teu interior
Que posso ver-te
Transparente água e furor

Pressinto em minha dor
Que posso querer-te
Completamente em torpor

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Coração quebra-cabeça

Peças remontáveis
De cores descartáveis
O coração é brinquedo
Que sugere desconstrução

Emoções censuráveis
De humores desfavoráveis
No coração são folguedos
Que pedem eliminação

Sentimentos amáveis
De branduras afáveis
No coração são chamegos
Que favorecem a paixão

Peças montáveis
De formas agradáveis
O coração é aconchego
Que convida à evolução


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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

VENTUROSO ANO NOVO

Vais deixando o velho
Embalado em fitas prateadas
Notável ano passado!
Teve atualidade e enredo
Um ano de afazeres
Rimando os dizeres.
O ano de cabelos prateados
Segue cuidadosamente embalado
O caminho já passado.

Agora desembrulhe
Nuvens brancas,
O ano novo de promessas!

Novos temas e esquemas
Outros passos ou dilemas
Vem chegando venturoso
O ano mais esperançoso!


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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


VEIO A PAZ

Com o vento
veio este sentimento...

Pelo ar
ele começou e se espalhar...

E todo o sofrimento
foi embora num momento...

Sem demorar
veio a paz em nosso meio se instalar!

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domingo, 14 de dezembro de 2008




PEDIDO DE NATAL

Durante esta festa de Natal
Onde as emoções tão cheias
De fraternidade natural
Vamos compartilhar ceias

Os alimentos de maior valor
Quitutes embriagados de amor
Doces embebidos com licor de paz
Frutas com sabor de quero mais

Vamos dividir os presentes
Em doses diárias prestações
De beijinhos transparentes

Quero Natal todo dia do ano novo
Expandindo todos os corações
Refazendo as relações de um povo

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sábado, 13 de dezembro de 2008




AMOR PRÓPRIO


É pena que se ensine
Ao pequeno moleque
Que a bexiga domine
Mas a lágrima seque


É triste que predomine
Irritação e xingamento
As crianças discrimine
Lhes causando tormento


Não falo do mal
Mas grito o bem
Pais, o que é normal?
Seu filho é ninguém?


Uma identidade
Grande oportunidade
Cada pequenino
Tem seu destino


Ele mesmo traçará
E você ensinará
Que ele pode?
Ou que se sufoque?


Espero aqui e agora
Que toda criança
Respeite sua hora
E brilhe em sua dança!


Um novo adulto
Se levanta
Um ser culto
Que encanta!


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Paciência

Pode ser tudo diferente,
As coisas podem mudar...
Com determinação ousar,
Inventar criativamente...
Êxitos alcançar!
Novidades aparecerão
Conquistas abençoarão.
Impulsione com inteligência
A mágica da paciência...

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

TRAVESSIA

Temas e pudores...
Romanceiam
Alguns senhores,
Vias e passagens
Encaminham
Seus terrores.
Suaves imagens
Impressionam
Aliviando temores.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SOL

Por entre nuvens o sol nos testa
Por entre as sombras da noite também.

A confiança de que ele brilhe sempre
Mesmo que não esteja tudo bem.

A certeza de que está lá
É a esperança da próxima festa!

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

DEVANEIOS

Do etéreo ar onde vivo
Esvoaçantes idéias
Vagueiam a minha frente
Assemelham a pirilampos
Néctares de luz
Espíritos idéias
Iluminam meus passos
Ondinas sílfides salamandras
Sonham enquanto dançam

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sábado, 6 de dezembro de 2008



Grande vento Grandes sonhos


Amigo amado irmão dos meus sonhos
Abraço grande de reencontro
Carinho apertado rostos risonhos
Ventania grande ficas tonto

Amor abençoado mãe das vidas
Aconchego grande de divindade
Força pura imagens vívidas
Ventos grandes tempestade

Sonho reforçado de calor
Filhote gente estrelada
Ativas memórias com dor

Príncipe acordado da luz
Sente na pele amendoada
Toques espinhos da tua cruz

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DOCES MOMENTOS

Degustes este instante
O delicioso néctar
Cobertura picante
E beba de par em par
Solução inebriante

Misture-se à vida
O fio gostoso do mel
Máxima fruta ácida
E dilua choro e fel
Num nada purificador
Todo presente momento
O toque restaurador
Suave beijo-condimento

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008




NESTA PAZ

Neste globo onde me insiro
Vivo cada ponto do meu dia
Caminho, colho e transpiro

Neste ano que respiro
Sinto cada sopro nostalgia
Escrevo, sorrio e suspiro

Nesta paz em que silencio
Viva beleza do meu dia
Desejo, espalho e balbucio

Nesta poesia meu vício
Sentido em nostalgia
Recolhe, abranda , resquício

No ano novo que se inicia
Vívido e sedento por cada dia
Sonhos doces que nada sacia!

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


Tive vontade de gritar....

Quando me vi cercada de pessoas lindas
Quando recebi mensagens que tocam o coração
Quando meus ídolos se aproximam da realidade
e tocam o chão com suas vidas de verdade

Tenho vontade de gritar...

Quando percebo a natureza mais linda
Quando olho as belezas que chegam com a estação
Quando meus amigos me abraçam com sinceridade
e transformam o coração com bondade


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LIBERDADE

Livre de sobrenome
Impetuosa me jogo
Beirando à fome
Entusiasmo de fogo
Raios de excessos
Dinâmicos controversos
Alguns recessos
De folgados versos
Encanto-me com o infinito!

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

ANORKINDA


Antigamente uma índia vivia
Nas terras do Norte
Onde havia céu ela luzia
Rara feito véu da sorte
Kiowas Lakotas povo vermelho
Indígenas de amor perfeito
Nativa de sangue-espelho
Divindade refletido efeito
Ancestral força-esteio!


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

FIRMAMENTO

Feito sombra e matiz
Impulso etéreo feliz
Rima luz e conduz
Mestria perfeição seduz
Alcance máximo universo
Minhas chances ao inverso
Encanto recorrente força
Nutre alma e aliança
Tinge céus e terras
Onde vejo o fim das guerras!

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TIVE MEDO


Tive medo do escuro
Intermináveis noites
Veladas no obscuro
Encerrado no meu peito


Medroso escudo
Estremecendo as noites
Dilatadas num mundo
Onírico e sem efeito


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domingo, 30 de novembro de 2008


Estes versos foram feitos para mim, porque flutuam no meu Universo Paralelo de fadas e tantos elementais...é tal como se fosse meu!

Escada da Rosa

Bem na escada do meu quintal
O meu presente da primavera
Ver fadas e anjos é tão natural
Muito ganha quem não espera

E lá estava ela, a rosa
Bem disposta sobre a escada
É rima presente na prosa
Ou então é conversa rimada

Em meio às outras, tão linda
Está o encanto que não finda
Dessa magia que não é pouca

Vi um elemental da simpatia
Que me presenteou poesia
Das mãos da poetisa louca.

Sacharuk

sábado, 29 de novembro de 2008

LOUCURAS E ROSAS

Tantos aromas de rosas
Espraiam em noites de luar
Sensações rosáceas no ar
Delícias fragrâncias cheirosas

Tanta loucura em sonhos
Encantam em noites de luar
Delírios bailando no ar
Nossos planos tão risonhos

Ah...nossa loucura risonha
tão doce quanto enfática
inunda nossa alma que sonha

Ah...tantos aromas de rosa
tão suave quanto prática
flores de alma cheirosa

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BOTÃOZINHO DE ROSA

Bonito nasceu
Ontem manhãzinha
Tenro frescor da natureza
Amparada cor matinal
Oscila dia e escuro
Zigue-zague da natureza
Impermanente forma
Num ciclo natural
Hoje abriu-se em pétalas
Ofuscante dom da natureza

Delicia-me a visão
Enternecido botão

Radiante flor
Oriente matiz
Sonhos
Anunciados

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Agraciada


Sem chance pra depressão
É o momento da emoção
Que furtiva assume posição
E comanda o coração

Sentimento de alegria
Pelas experiências vividas
Mesmo sofridas ou agonia
São dádivas agradecidas

Com elas amadureço
Experiências vivências
Não há outra maneira

De prosseguir, então peço
Experiências conveniências
Deixem-me inteira!

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008


SELENE

Sublime divindade
Encontra no céu,
Lua de humanidade,
Estrelas ao léu...
No mar da serenidade,
Estonteante véu!

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terça-feira, 25 de novembro de 2008


ARREBATADOR

Algo assim propulsor
Refaz em segundos
Rasgos tão profundos!
Embriagado leitor,
Brado aqui meus mundos
Agudos moribundos
Tento e por favor
Auxilie-me neste surto
Digitalize num pequeno furto
On-line transformador
Restitui a cura do amor!

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domingo, 23 de novembro de 2008

SEM RECEIOS

Aqui no meu canto perfeito
Escondo minhas virtudes
E mostro meus devaneios

Libero meu canto belo
Aqui neste meu céu
E descubro meus anseios

Aqui neste espaço sem jeito
Sufoco todos os azedumes
E expulso meus receios

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CINEMATOGRÁFICO

Caia do céu
Incrível escandaloso
Numa tarde de raios
Encantado
Movimente céus
Audacioso fascínio
Tenha raios no olhar
Ofuscante
Grave no céu
Raros rabiscos
Ávidos raios másculos
Fulgurantes
Incendeie o céu
Charmoso irresistível
Ordene que te ame!

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

LETRAS DO ALFABETO

Letras que vem e vão
Deixam zonzo o cidadão
De pequeno é o be-a-bá
Em voltas a perturbar

Aprender a ler e reler
Apreender o que é gráfico
Surpreender é viver
Se render ao que é prático

Letras que vem e vão
Trazem risco e emoção
Do pequeno be-a-bá
Em livros a transformar

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SINTONIA

Suaves ou estrondosas
Inconveniências ou
Natural convivência
Tecemos frondosas
Ondas telepáticas
Nos momentos onde
Incomuns ventos
Atropelam as palavras

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MEU NOME

gravado no papel meu nome é Neide
entranhado na minha história é Anorkinda
pedaço do papel que represento com deleite
esculpido na minha memória que não finda

reavivado nome xamânico dos meus dias
superficie indígena onde me revelo
espirito renomeado nas noites frias
pedaço do meu ser que é mais belo

sem pestanejar dedico minha filiação
na terra do branco vindo do sul
uma alma antiga cheia de vibração

é com um grande festejar que abdico
do nome Neide personalidade útil
mas Anorkinda revive e a ela me dedico

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GOSTAR

Gosto e de gostar
Oscilo entre
Seus e meus encantos
Tento e de tentar
Amo amar
Rimas e quebrantos

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CAMINHO DA MINHA CURA!


Aqui de dentro da minha ferida
Vida ferida de morte
Enxerguei um deserto


Mergulhei na areia quente
Vida quente de sorte
Aqui de dentro de meu deserto


Santo caminho da minha cura
Vida que cura a morte
Aprendizado constante impermanente


Eternizado movimento permanente
Vida permanente sorte
Grato caminho de toda cura!


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ILUSÃO


Por que tão lindo?
Por que vieste
Se estavas partindo?


Tanto carinho
Tanto alarde
Se ficarias sozinho...


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segunda-feira, 17 de novembro de 2008


Meu feminino

Deste lado do universo que é feminino
Penso, sinto e observo de forma pueril
As dores e manias do meu desatino
Me revelam ou escondem, diferença sutil

Atitudes tão particulares e tão minhas
Universo interior e alma transcendental
Fêmeas subjetividades mesquinhas
Sujeitam as formas e a atividade mental

Devaneios de uma mulher insone
Como é o meu feminino?
Receio que em nada me consome

Livre de rótulo transliterado
Sei onde estou catalogada?
Graças a Deus que não, obrigado!

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QUERER

Quando nasce
Uma inquietação
Expõe insatisfação
Rói a linha do marasmo
Empenho minha atenção
Refaço energia e disposição.

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domingo, 16 de novembro de 2008

SUAVE VISÃO

meus sentidos pressentem
uma linda visão
meus ouvidos percebem
uma linda canção

um coro, suave canção
meus sons silenciam
um anjo, suave visão
meus olhos presenciam

minhas falas se calam
uma sublime sensação
minhas células cantam
uma sublime emoção

um toque, cheio de emoção
minhas mãos acariciam
um sussurro, doce sensação
minhas palavras se deliciam

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ARCO-ÍRIS

De vez em quando lembro
de olhar o espectro colorido
que trago em meu peito

Parte de mim e de ti
Fragmentos do mundo
que resplandece perfeito

União em cores distintas
Individuais porque infinitas
declaram o amor divino

De vez em quando choro
lágrimas de reflexo colorido
dor de amar cristalino

Parte de mim e de nós
Movimentos do mundo
que transformam o sujeito

União em cores translúcidas
pungentes porque infinitas
compõem o drama perfeito


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sábado, 15 de novembro de 2008

MANIA DE SER


Minhas correrias
Andam distraídas
Nuvens espraiadas
Incandescentes
Ao ver um pôr-de-sol


De repente
Encosto


Sou folha precipitada
Eternizada
Refletindo a vida


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para a família Sacharuk! muito obrigada por inspirares!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

SONHO DOURADO

Sempre em constante sonho
lugar perfeito e dourado
manifestarei do teu lado

Te encontrar me disponho
passear e ouvir o mar
colher flores e dançar

Mamy, as estrelas que colho
são sinais de igualdade
momentos de eternidade.

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VEJO UM CIRCO

Na vida vejo um circo
picadeiro de destinos
a luz foca o artista


No centro deste círculo
espetáculo e desatinos
arte faz a rima mista


No fogo de um círculo
malabarista de sonhos
o perigo ilude a platéia


Na jornada deste circo
mágica e rostos risonhos
o palhaço refaz a estréia


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FALTA DE PALAVRAS

Falta de palavras
Ando vagando
Lisa sobre nuvens
Tantas idéias
Alvorecendo em mim

Derramo palavras
Ensimesmadas

Pensando em palavras
Ando deslizando
Lisa sobre águas
Algumas idéias
Vertendo de mim
Rimando ou versejando
Alucinadas
Silêncio feito de letras

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

SEREMOS


Sou mutante
Em mutação constante
Revelo pouco
Em ruído rouco
Mútua rotação
Outros em transformação
Sempre seremos o que quisermos!


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Fascínio

quando inebrias
como música
assim contagias
onda telúrica

simples magia
tua lucidez
ilude e inebria
pura solidez

tom sensual
no teu acorde
toque final
fascínio recorde

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

LUA NUA

Lindas vestes nada mostram.
Uma alma manifesta
Ancestralidade pelos poros.

Nudez nada demonstra.
Um corpo manifesta
Animosidade pelos atos.

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domingo, 9 de novembro de 2008


Caminho do Amor

Do meu dia colho flores
colho suspiros e amores
No meu dia planto lirios
planto risos e colirios

Nesta estrada vejo o céu
vejo nuvens e o fogaréu
No meu caminho sinto amor
sinto sombras e frescor

Nas minhas noites colho estrelas
colho promessas e olhares
Com amor é mais fácil compreendê-las

No caminho do amor vejo energias
vejo almas e lugares
Com amor vivo cheio de alegrias!

para meu maninho Elkeyn das estrelas


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